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Foro Inteligência promove debate sobre o risco iminente de novos supervírus

O Foro Inteligência promove no dia 24 de março, às 19h, o webinar "O risco iminente de novos supervírus". Para discutir o tema, o encontro vai contar com a participação do PhD, virologista e chefe substituto do Laboratório de Vírus Respiratório e Sarampo da Fiocruz, Fernando do Couto Motta.

Os vírus, em suas mutações, segundo Motta, por serem organismos muito simples, podem sofrer alterações de maneira muito rápida. Várias gerações de vírus sucedem-se em algumas semanas. "O que em seres complexos como nós levaria séculos para ocorrer, podem ser observadas num curto espaço de tempo nesses micro-oganismos", explica Motta. Densidade populacional elevada, contato, invasão de ambientes naturais pelo ser humano, questões ambientais, como falta de tratamento de água e esgoto, são ingredientes infalíveis para potencializar a adaptação de vírus desconhecidos ou variantes de vírus conhecidos na população humana, de acordo com o pesquisador.

A maioria dos vírus é desconhecida. Motta ressalta que são conhecidos apenas aqueles que fazem mal ao homem, aos animais e plantas, principalmente, e acrescenta que todos os vírus têm predileção por determinados órgãos ou tecidos dos seres vivos. "Isso acontece, pois esses tecidos apresentam células com todo o arsenal necessário para capturar, desmontar, ler e copiar a informação genética viral, e assim produzir outros vírus", relata Motta. Segundo ele, nesse processo as células sofrem e morrem gerando doenças. "Novos vírus podem produzir novas doenças. A exemplo da COVID-19, que conhecemos inicialmente como uma doença respiratória, mas que hoje sabemos ser uma enfermidade com um espectro enorme de manifestações clínicas", diz Motta.

De acordo com o virologista, os vírus dependem do hospedeiro para serem replicados. "Não havendo contágio e transmissão, eles desaparecem. Por isso, precisamos evitar a introdução de novos vírus na população. Caso isso tenha ocorrido, é necessário conhecer o vírus, suas formas de transmissão e quebrar o mais rápido possível essa cadeia de transmissão. Esse é o jeito mais ágil e econômico de nos defendermos", explica o pesquisador. E afirma: "Depois disso apenas se conseguirá mitigar os danos, como estamos vendo agora. Apoiando esse processo, está a pesquisa em todas as suas formas, provendo de informação aos cidadãos e gestores para tomada de decisões."

Para tentar minimizar os danos, Motta recomenda a melhoria da qualidade de vida das pessoas, cuidados com o meio ambiente, vigilância constante e muita pesquisa, visando preparação contra ameaças conhecidas e potenciais. Nesse ponto, as medidas não farmacológicas (isolamento social, máscara - no caso de transmissão respiratória), vacinação e pesquisa de antivirais são fundamentais.

O Foro poderá ser visto ao vivo pelo Facebook e pelo Zoom, e posteriormente, no canal da Insight Inteligência no YouTube. 












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