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Diferenças na prevalência de fatores de risco para covid-19 grave nas regiões da cidade de São Paulo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que 80% das pessoas infectadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2) podem desenvolver quadros leves ou assintomáticos da covid-19, enquanto os 20% restantes estão propensos a complicações e, portanto, podem necessitar de hospitalização (14%) ou unidade de terapia intensiva (6%).

Estudos apontam para as seguintes características como grupo em risco de doença mais grave: idosos (≥65 anos), portadores de doenças crônicas tais como doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, doenças respiratórias crônicas em particular doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e asma, câncer e doenças cerebrovasculares (acidente vascular cerebral - AVC), renal crônica, obesidade e tabagismo. Ao mesmo tempo, a literatura sugere que o impacto da pandemia tem se dado de forma desigual na população, e alguns grupos apresentam vulnerabilidades que os deixam em situação de risco para resultados piores frente a infecção pelo novo coronavírus, sejam essas vulnerabilidades biológicas ou socioeconômicas.

Estudo do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp) - Campus São Paulo, aceito para publicação na Revista Brasileira de Epidemiologia, utilizou dados de 3.390 adultos (≥18 anos) participantes do Inquérito de Saúde do município de São Paulo (ISA-Capital 2015) para estimar quantos adultos estão suscetíveis a complicações, caso venham a se infectar pelo novo coronavírus, e como essa distribuição de risco varia de acordo com dados socioeconômicos e região da cidade. Os autores calcularam a proporção e o número de adultos (≥18 anos) que apresentam um ou mais fatores de risco (entre aqueles disponíveis no inquérito): idade ≥65 anos, doenças crônicas, obesidade ou tabagismo. As estimativas foram calculadas segundo sexo, raça/cor da pele, escolaridade, renda, acesso ao plano de saúde e regiões do município de São Paulo (norte, centro-oeste, sudeste, sul e leste).

Entre os principais resultados do estudo estão:

- Em São Paulo, 56.4% (4.7 milhões) dos adultos (≥18 anos) estão no grupo de risco;
- 51% dos adultos http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-790X2020000100802&lng=pt&nrm=iso&tlng=en












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