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Além do balcão: farmacêuticos atuam em diversas áreas dentro da indústria, garantindo qualidade, segurança e eficácia em medicamentos

O Dia do Farmacêutico é comemorado em 20 de janeiro, data que tem como referência a fundação da Associação Brasileira de Farmacêuticos (ABF), ocorrida no ano de 1916. O objetivo da celebração é alcançar maior visibilidade e reconhecimento para a categoria. Engana-se quem pensa que o farmacêutico é o profissional que atua apenas do outro lado do balcão das farmácias, apesar de essa ser uma atividade muito importante desenvolvida por esses profissionais. A EMS, por exemplo, conta com 849 colaboradores com essa formação, o que representa cerca de 15% do total de empregados da companhia. Esses profissionais possuem 15 diferentes tipos de especialidades, o que mostra a sua grande diversidade de atuação.

Especialmente na indústria farmacêutica, portanto, eles podem fazer parte de departamentos como Assuntos Regulatórios, Tecnologia Farmacêutica, Tecnologia Analítica, Controle e Garantia da Qualidade, Farmacovigilância, Pesquisa e Desenvolvimento, Novos Negócios e Pesquisa Clínica.

Sua atuação é fundamental para os processos fabris, análise de matéria-prima e produtos acabados, boas práticas de fabricação, além de processos e gerenciamento de auditorias obrigatórias por lei. Tudo para que os medicamentos disponibilizados no mercado tenham alta qualidade, segurança e eficácia.

Beatriz Pompeu, por exemplo, é uma das farmacêuticas colaboradoras da EMS, e trabalha na sede de Hortolândia (SP). Formada em Ciências Farmacêuticas com especialidade em Farmácia Industrial e também em Gestão da Qualidade, a profissional atua na empresa desde 2001, sendo a maior parte desse período na área de Assuntos Regulatórios, função cada vez mais estratégica para alavancar os negócios da companhia.

Atualmente, Beatriz é responsável pela Diretoria de uma área de registro de novos produtos e manutenção de portfólio, e que possui ainda os departamentos de Vigilância Sanitária, SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor), Estudos Econômicos e Inteligência Regulatória.
No seu dia a dia, Beatriz interage com órgãos reguladores, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). “A Covid-19 possibilitou, ainda mais, demonstrar uma parte da importância e do papel do profissional de regulatório para a população brasileira. O impacto da aprovação da vacina sendo transmitida em rede nacional mostrou o que é o trabalho de um farmacêutico na aprovação de medicamentos”, afirma.

Digitalização agiliza trabalho regulatório

A farmacêutica da EMS conta que, há alguns anos, o seu trabalho era bastante diferente do de hoje. “Trabalhávamos com pilhas e pilhas de papel. Um dossiê de registro poderia ter mais de 10 mil páginas. Hoje, com o auxílio da tecnologia, a grande maioria das submissões de registros, de pós-registros, envio de informações para ANVISA ocorre de modo eletrônico. Isso facilitou muito o dia a dia do profissional da área regulatória, assim como, a possibilidade de realização de reuniões com a ANVISA e entidades farmacêuticas de forma virtual. Temos ainda que monitorar o ambiente regulatório para verificar as melhores práticas para que cada vez mais cheguem produtos com qualidade, segurança e eficácia para garantir acesso à saúde para a população”, conta.

O interesse de Beatriz pela profissão surgiu ainda na infância. Sua mãe trabalhou em uma farmácia na cidade de Amparo, na região de Campinas, por mais de 30 anos. “Tive a oportunidade de acompanhar um pouco da rotina do balcão, da manipulação, da vivência de uma farmácia. Na época do vestibular, tive um dilema entre ser advogada ou farmacêutica e acabei optando pelo curso de Farmácia. Antes de terminar a especialização em Farmácia Industrial, tive que fazer estágio obrigatório e foi desse modo que acabei buscando oportunidade e entrando, em 1999, em uma indústria farmacêutica na área de assuntos regulatórios.”

Para quem acha que o trabalho na área regulatória deve ser bastante burocrático, Beatriz faz uma ressalva. “Muitos acham que se trata de uma área em que o profissional só vai ler e montar dossiê, ou seja, juntar papel. Mas não é bem assim. Dentro da área regulatória, temos que pensar em estratégias para cumprimento das normas e prazos. Para mim, é uma área apaixonante, pois você tem a oportunidade de interagir com os diversos departamentos da empresa, como Pesquisa e Desenvolvimento, Operações, Garantia da Qualidade, área Médica, de Marketing e Vendas, em que os farmacêuticos estão presentes também”, explica.
 












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