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Estudo brasileiro que reúne número inédito de bebês com asfixia perinatal é destaque no Journal of the American Medical Association (JAMA)

O Journal of the American Medical Association (JAMA) Network Open, um dos jornais mais conceituadas no meio científico, publicou nesta semana artigo sobre a importância do monitoramento neurológico contínuo em bebês que tiveram asfixia perinatal ao nascer. O texto é de autoria de médicos brasileiros da Protecting Brains & Saving Futures (PBSF, na sigla em inglês), empresa que desenvolveu a solução tecnológica usada na neuromonitorização à distância e coordenou o estudo, em parceria com profissionais da Universidade da Stanford, nos Estados Unidos.

"Remote Monitoring for Seizures During Therapeutic Hypothermia in Neonates With Hypoxic-Ischemic Encephalopathy" (Monitoramento remoto de convulsões durante hipotermia terapêutica em neonatos com encefalopatia hipóxico-isquêmica, em tradução livre) monitorizou remotamente 872 recém-nascidos com encefalopatia hipóxico- isquêmica tratados com hipotermia terapêutica. Na literatura médica, há comprovações de que a técnica de reduzir a temperatura corporal ajuda a reduzir o risco de morte ou sequelas neurológicas em bebês com asfixia perinatal.

O estudo realizado de julho de 2017 a dezembro de 2021, em 32 hospitais brasileiros, sendo 11 de administração pública, 14 privados e 7 público-privados, mostra a importância do monitoramento por eletroencefalografia (EEG) contínua ou EEG de amplitude integrada (aEEG), para melhor acurácia do diagnóstico, resultando em tratamento assertivo.

Um terço dos 872 bebês (296) tiveram convulsão enquanto eram monitorados. Desses, em 72% dos casos (213), as crises não apresentaram sinais que pudessem ser identificados por meio de avaliação clínica. Nestes casos, as convulsões só foram detectadas pela eletroencefalografia contínua. Com o diagnóstico preciso e o tratamento assertivo, o número de crises convulsivas é reduzido e o prognóstico do bebê é significativamente melhor. "Graças aos avanços trazidos por soluções inovadoras em saúde digital, é possível levar treinamento, educação e implantação de protocolos e cuidados neurocríticos neonatais para múltiplos hospitais em nosso país, independentemente de sua localização", afirma Gabriel Variane, pediatra e neonatologista, fundador da PBSF e um dos médicos responsáveis pelo estudo.

"Detectar as alterações eletrográficas e crises convulsivas com agilidade e precisão permitem tratamento mais eficaz, culminando em menor carga de crises convulsivas e melhor prognóstico neurológico", conclui Rafaela Fabri, pediatra e neonatologista, co-autora do artigo.

 

 












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