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impacto da popularização de medicamentos à base de GLP-1 no volume de alimentos consumidos.
Impacto da popularização de medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, no volume de alimentos consumidos ainda é baixo, mas exige atenção
Vendas oficiais das canetas emagrecedoras ainda não são estatisticamente responsáveis por uma redução no consumo de alimentos no Brasil, mas país observa aumento na busca por alimentos com proteína, o que pode estar relacionado ao medicamento, entre outros fatores
Apesar da crescente visibilidade dos medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro, os dados mais recentes do varejo nacional não indicam, até o momento, mudanças relevantes nos volumes de compra de alimentos em supermercados e atacarejos diretamente relacionadas ao uso oficial dos medicamentos. Um levantamento feito pela Scanntech, empresa referência em inteligência de mercado através de tecnologia, aponta que o impacto da chegada destes medicamentos no Brasil sobre a venda total no canal alimentar permanece irrisório e restrito a poucas categorias, diferente do observado em mercados em que a penetração do medicamento já está consolidada, como nos Estados Unidos.
Uma pesquisa conduzida pela Cornell University, da SC Johnson College of Business, mostrou que consumidores que passaram a utilizar medicamentos a base de GLP-1 reduziram, em média, 5,3% do consumo de alimentos após seis meses de uso, com queda progressiva ao longo do período. No entanto, a análise feita pela Scanntech revelou que, no Brasil, o crescimento no número oficial de vendas deste medicamento tem impacto próximo de zero em vendas na maioria dos setores alimentares, com estabilidade em mercearia básica e perecíveis.
O nosso levantamento considera a quantidade de alimentos vendidos em supermercados e atacarejos em relação ao crescimento de vendas oficiais desse tipo de medicamento no Brasil. Mas sabemos, por meio de reportagens, que há um mercado paralelo e que a utilização tende a ser maior que a divulgada oficialmente. Isso valida ainda mais o resultado da nossa análise de que, no país, não há impacto relevante de baixa nas vendas de alimentos provocada pelas canetas emagrecedoras, diz Priscila Ariani, diretora de Marketing da Scanntech e responsável pelos estudos de mercado da empresa. O que nós vemos, na verdade, é que o crescimento do uso destes medicamentos está inserido em uma mudança comportamental ainda mais ampla na busca por saudabilidade, bem-estar e performance, afirma.
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